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Em Portugal, quase metade da população tem hipertensão, sendo que em apenas 11 por cento destes a doença está controlada. O 6º Congresso de Hipertensão dá destaque a este problema de saúde pública
31 de Janeiro de 2012 – No âmbito do 6º Congresso da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, especialistas nacionais e internacionais debatem os avanços no diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial (HTA) resistente, isto é, pacientes que apesar do tratamento com três ou mais medicamentos anti-hipertensivos continuam com níveis elevados de pressão arterial.
Este tema terá especial destaque no dia 11 de Fevereiro, pelas 11 horas, no Tivoli Marina, em Vilamoura, com a realização de uma mesa redonda sobre os últimos avanços nesta área. De acordo com Fernando Pinto, Presidente-Eleito da Sociedade Portuguesa de Hipertensão e Presidente da Comissão Organizadora do Congresso, “a hipertensão resistente ao tratamento é uma doença crónica especialmente perigosa devido à sua associação com um aumento do risco cardiovascular, incluindo AVC e enfarte, assim como insuficiência cardíaca e doenças renais”. Ainda de acordo com o especialista, “as investigações sugerem que cerca de 28 por cento dos indivíduos hipertensos tratados são considerados resistentes ao tratamento . É também de salientar que estes pacientes têm o triplo de probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares, quando comparados com indivíduos com pressão arterial controlada , daí o destaque que quisemos dar a este tema na reunião anual da sociedade”. A mesa redonda vai contar com a intervenção de Michel Azizi, especialista francês, que vai apresentar as novas abordagens terapêuticas para a hipertensão resistente, nomeadamente a técnica de desnervação da artéria renal lançada há menos de um ano em Portugal; e com José Alberto Silva, especialista português, que explicará como se faz o diagnóstico e seguimento das pessoas com esta doença. Para mais informações sobre o 6º Congresso Português de Hipertensão e programa completo consulte: http://www.sphta.org.pt/
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