30 Anos 30 Histórias

  • Que bolo é este?

    Regresso ao escritório depois do almoço e na receção está um bolo enorme com o logótipo de um cliente. "Que bolo é este?", pergunto curiosa. "Não sei bem, mas o cliente está a celebrar o aniversário e mandou entregar no departamento das publicações". "Está mesmo a apetecer-me sobremesa. Não pode partir algumas fatias e oferecer a todos com café, por favor?" 
    Já pela hora do lanche, a simpática colega que distribuiu a iguaria, entra de rompante na minha sala:
    - Catarina, afinal o bolo era para uma produção fotográfica!!!! E agora?Nem tive coragem de contar que mais de meio já foi....
    - Oh diabo...! Que chatice! Bom, temos de mandar fazer um igual à pastelaria aqui do lado e eu pago. Só me faltava esta!
    E bom resto da minha tarde foi passado a tentar arranjar um logo igual (sem a internet de hoje), um pasteleiro competente, a acalmar a produtora...
    Bela partida que a equipa me pregou!  Falta de hábito. Não lidamos muito com bolos nesta nossa atividade!

  • If you can make it here

    Todos sabemos que o NewsMuseum encontrou a sua inspiração máxima em solo norte-americano: o Newseum, em Washington DC. O que nem todos saberão é que o NewsMuseum fez mais uma viagem para o outro lado do Atlântico. Ora, a fama do NewsMuseum antecede, de tal forma, a sua abertura que já foi levado a uma reunião naquela que é chamada por muitos a melhor cidade do mundo – falo, claro, de Nova Iorque.

    Eu tive a sorte de o levar lá. Fui reunir à Associated Press, que ficou bastante impressionada com o que se preparava em terras lusas. Na verdade, a pessoa mais impressionada naquela reunião era eu. Estava na AP. Estava na AP em Nova Iorque. Estava na AP, em Nova Iorque, e fui apresentada na redação. Estava, definitivamente, impressionada.

    Se o Frankie Blue Eyes tinha razão no que cantava sobre New York, nada tememos. O NewsMuseum já triunfou em Nova Iorque, triunfará em qualquer lugar.

  • Uma enferma

    Tive um momento bastante insólito no decorrer do meu percurso na LPM. Aconteceu numa altura em que tinha reuniões com um cliente cujo ar condicionado da sala me fazia espirrar frequentemente. Ao fim da 5.ª reunião, o cliente disse-me que eu estava sempre doente (raramente estou). Na semana seguinte apareci com o braço ao peito.

  • Queijo

    17 de janeiro de 2012, IV congresso da APED. Eu fazia parta da equipa de produção destacada para acompanhar o evento. E o que de melhor pode acontecer a uma pessoa que não gosta de queijo, e não suporta o cheiro de queijo, do que estar a trabalhar noite dentro, numa sala do Museu do Oriente, que está cheia de queijos? A isso chama-se espírito de equipa e amor à camisola!

  • A NewsTV

    Em dezembro último, o NewsMuseum entreabriu pela primeira vez as suas portas a propósito do Reino do Natal. Um acontecimento, é claro, merecedor da maior pompa e circunstância por parte da nossa equipa. Os dias que antecederam a abertura foram frenéticos. Entre preparar comunicados, organizar merchandising e atualizar as redes sociais – multitasking não é, afinal, um dos conceitos-chave das PR? –, não parámos. Um desafio sem precedentes e, acima de tudo, a primeira vez em que as várias equipas que integram este projeto trabalharam lado a lado, no espaço do «nosso» NewsMuseum. Talvez fosse do espírito natalício, talvez do pó deixado pelas obras, mas esses dias de dezembro pareceram tornar-se simbólicos da ainda curta história deste projeto que estamos a construir.

  • Qual é a bebida?

    Não me esqueço dos três dias que fui trabalhar num restaurante McDonald’s, porque a marca assim o exige para todas as pessoas que trabalham com eles. O objetivo é trabalharmos no restaurante, passarmos por todos os postos, desde o grelhador até às batatas, somos tratados como qualquer funcionário nos seus primeiros dias, e os meus novos colegas pensavam mesmo que eu ia ficar ali no restaurante. Fui destacada para o McDonald’s BP Padre Cruz. Como não tenho carro, fui os três dias de táxi para o restaurante e, mais tarde, apercebi-me de que já era conhecida no restaurante como “a menina do táxi”. Passei a maior parte do tempo na zona das batatas. Nas horas de ponta os meus colegas estavam sempre a dizer-me que tinha de ser mais rápida mas alguns ainda me diziam que nos primeiros dias era normal e que podia vir a melhorar. Eles não sabiam mesmo que estava ali de passagem…

  • Num hotel durante 6 meses

    Em 2009 foi-me lançado um desafio: mudar “de malas e bagagens” para o Porto, para integrar o Departamento de Comunicação da Unicer, enquanto a nossa cliente estivesse de licença de maternidade. Foram aproximadamente seis meses, que ainda hoje recordo, pois o balanço foi muito positivo. E morar num hotel é, sem dúvida, uma experiência única!

  • Cadê a mala?

    Viagem em trabalho. Destino: Gaia. Acompanhamento do Festival Marés Vivas. Computador: checked; carteira: checked; mala de viagem com-toda-a-roupa-e-artigos-pessoais: not checked! Qual é o problema, quando são apenas 4 noites longe de casa?

  • Há crioulo no Google translate?

    Um dos projetos mais interessantes em que estive envolvido na LPM terá sido, certamente, aquele que me coloca na equipa de trabalho para uma candidatura na Campanha à Presidência da República de Cabo Verde em 2006.

    O meu papel restringia-se mais à produção de conteúdos para a campanha. Retirava um gozo especial da elaboração dos guiões para os tempos de antena.

    Estava bem documentado e cabia-me replicar os vários temas, definidos como prioritários pela entourage da candidatura com base na pesquisa disponível.

    Parte do produto final era apresentado em crioulo. Ora, eu não percebia, nem percebo, nada de crioulo.

    Também não podia contar com as ferramentas online que hoje nos auxiliam em alguma tradução mais complicada.

    O Google Translator (ainda) não assume a língua crioula de Cabo Verde. E foi assim que nunca compreendi inteiramente se aquilo que tinha escrito nos guiões dos tempos de antena foi, efetivamente, dito.

  • De quem aqui encontrei

    Podia contar a história do dia em que ORM se tornou uma especialidade na LPM. Também podia contar a história de quando me pediram para ir viver para Angola, e eu fui, e morri de calor todos os dias. Ou como me senti tão feliz ao ajudar a organizar a primeira sessão pública do NewsMuseum na ESCS, a escola onde eu sonhava ser RP na maior consultora de comunicação do país, com os clientes mais grandiosos e sofisticados… Mas a história que sobressai no meu pensamento é outra. É a da Isabel, da Catarina e do Tavares. Da Patrícia, do Gonçalo, e do Luís. Do Alberto, da Ana Maria e do Rio. É das pessoas com quem aqui trabalho desde sempre, que são incansáveis e dedicadas, que são íntegras e modestas, mesmo tendo nas mãos os projetos mais complexos de Public Relations em Portugal, e como elas influenciaram e influenciam a minha vida de forma tão marcante.

  • Tens de ir para a Madeira resolver uma crise. Hoje.

    20 de fevereiro de 2010. A Madeira é afetada por uma chuvada sem precedentes, que deixa um rasto de destruição um pouco por toda a ilha. Um cliente, ligado à gestão de centros comerciais liga e pede ajuda: “precisamos de vocês aqui”. Era o início de uma semana de trabalho diferente, onde a gestão de crise passou do papel à ação. O balanço não podia ser mais positivo: cliente satisfeito, reputação intacta, relação de confiança reforçada. E uma experiência que marcaria os passos seguintes do meu percurso profissional.

  • Felicidade e Casa Ronald McDonald

    Embora adore - ou tenha aprendido a adorar - a área da saúde, posso dizer que os projetos que me marcaram mais nestes anos de LPM foram pelo trabalho que fiz com a equipa de Marcas e Consumo. Não porque ache que foram/são mais importantes, mas porque me preencheram mais, não apenas profissionalmente mas acima de tudo pessoalmente: o lançamento do Instituto da Felicidade, um projeto Coca-Cola, e a Inauguração da Casa Ronald McDonald, do Porto. O primeiro pelo interesse mediático que despertou, o segundo por termos conseguido um programa especial inteiramente dedicado à Felicidade (Portugal no Coração, RTP1). Relativamente à Inauguração da Casa Ronald McDonald do Porto, este projeto teve uma componente emocional muito forte, pelo que representa enquanto instituição de solidariedade social, mas também pelo que a equipa conseguiu alcançar em termos de endorsements e pelos seus resultados mediáticos.

  • Um dos melhores almoços da minha vida

    Foi no dia de apresentação de Imedeen, uma marca premium de Beleza, às melhores bloguers do país. Ou, pelo menos, eu esperava que elas lá estivessem. Enviámos convites personalizados, tentámos captar a sua atenção da forma mais criativa e relevante possível, mas há sempre aquele nervoso miudinho. Será que vão aparecer? Será que vão compreender a mensagem que queremos passar? Nessa manhã, explode uma situação de crise com outro cliente. Já não posso ir. Como assim? Voltas e mais voltas, lá consigo escapar-me e, para minha enorme satisfação, encontrar uma sala cheia de bloguers atentas e interessadas. Quando acabou, fui com a minha colega à pastelaria mais próxima para comer alguma coisa. Acabámos a almoçar croissants de chocolate na Benard às 4 da tarde. Foi dos almoços que melhor me souberam até hoje.

  • Eu nem queria sair do Brasil

    Para acompanhar a ação de um cliente no Brasil tive de fazer uma viagem relâmpago: embarcar numa segunda-feira de manhã e regressar numa quarta-feira ao final do dia, passando por duas cidades brasileiras. Entre (muitas) outras peripécias, estive quase para não embarcar de regresso para Lisboa porque o voo estava overbooked. Depois de muito esperar, lá me deram, literalmente, o último lugar do avião (o ideal para quem tem fobia de voar porque é onde se sente mais trepidação)! Depois de já estar na sala de espera com centenas de pessoas, fui inquirida por um elemento da Polícia Federal brasileira e ainda fui encaminhada para um recanto do aeroporto para ser revistada, justificando-se sempre que era o procedimento normal, sendo que das 250 pessoas que embarcaram no avião, eu fui a única com este tipo de procedimento…

  • Beleza às escuras

    Um dia de filmagens com uma figura pública para uma marca de beleza. Luzes, câmara, ação e tocam à porta de um dos mais luxuosos apartamento que existem na capital. Era um funcionário da empresa fornecedora de energia elétrica que se preparava para cortar a eletricidade por falta de pagamento de faturas. O responsável pelo espaço onde nos encontrávamos, que tinha ido viver para o outro lado do mundo, esqueceu-se de pagar as faturas. Contactá-lo para proceder ao pagamento no imediato era missão quase impossível em fuso-horários completamente distintos. Restou-nos “implorar de joelhos” e contar com a simpatia do funcionário para que não nos deixasse às escuras. E funcionou! (e também sabemos que as faturas foram pagas)

  • Fugir de um petardo

    Em 2013, e para monitorizar uma situação específica de um cliente, participei, como observadora, numa manifestação em frente à Assembleia da República. Fingindo estar de passagem, observava as movimentações de dentro da Papelaria Fernandes. A manifestação arrancou e eu fui, até ao local de chegada. Posicionei-me perto dos carros de exteriores das televisões até porque conhecia a equipa da SIC. A rua estava cheia, o barulho ensurdecedor, os cânticos e slogans contra o governo eram ofensivos e agressivos, o ambiente era pesado. De repente ouve-se um petardo. Dei um salto e, sinceramente tive medo… bastante. O técnico da SIC que estava na carrinha disse-me para entrar… não entrei ao primeiro mas ao quarto petardo estava era mesmo dentro do carro de exteriores.

  • Em pulgas para te conhecer

    Começou por ser uma proposta para uma coleira anti-pulgas. Mas como não podemos comunicar produto, a proposta não podia ser para uma coleira anti-pulgas. Tínhamos cães e gatos como gancho. Tínhamos as férias de verão à porta. Tínhamos números assustadores de animais abandonados. Apostámos numa campanha de adoção. Apostamos em sete associações de proteção animal e fomos à procura de dono. “Em pulgas para te conhecer”. Este foi o mote de uma ação que começou sem megafones, mas que foi ganhando expressão. Levámos sacos a todo o lado. Andámos de mão dada com uma bloguer que se “esgatanhou” para cativar seguidores a adotar. Levámos veterinários à televisão. Levámos a televisão aos canis.

    No final da campanha sabíamos que tínhamos salvo alguns destes bichos. Só não tínhamos consciência de que foram mais de 200 a conseguir um lar e um final feliz.

  • Uma aventura no Panamá

    Quando eu e a Carla Bulhões fomos ao Panamá, em 2014, tivemos de realizar um voo interno até Bocas del Toro. A viagem, de cerca de hora e meia, num pequeno avião, cheio de gente, deixou a Carla Bulhões cheia de picadas dos ácaros. Quando o avião aterrou, apressámo-nos a querer sair, virámo-nos uma para a outra e dissemos “desta já nos safámos!”. Quando íamos a descer as escadas e já quase a pôr o pé em terra, a hospedeira perguntou-nos onde íamos: “Para Bocas del Toro”, respondemos. Rapidamente percebemos que ainda faltavam mais duas paragens! Estávamos numa terra perto da Costa Rica e o avião ainda ia fazer mais duas escalas até chegarmos ao destino que queríamos. Não só era parecido com um autocarro como funcionava como um! Com a diferença de que ninguém nos tinha dito que o voo não era direto, e por pouco não ficávamos em terra de ninguém.

  • O Doce nunca amargou

    No Verão passado pediram-me para dar apoio a um cliente de uma colega que iria estar de férias para o qual tinha de preparar um plano de comunicação para alguns produtos, sendo que um deles eram vitaminas para crianças.
    Fui para casa, ainda com o trabalho para terminar, mas tinha de entregá-lo no dia seguinte, sem falta!
    Dei o jantar às minhas filhas, deitei-as e depressa corri para o computador.
    Completei todo o plano referente às marcas para "adultos" mas para crianças, nada me ocorria! Não tinha ideias!
    Olhei para o relógio, era meia noite e a minha filha mais velha, Madalena, acordou com um pesadelo.
    Excelente oportunidade!
    "Madalena senta-te aqui", disse eu. "A mamã precisa que me digas quais são os teus doces preferidos, sabores, cores...como gostas de receber doces?"
    E, em segundos disse-me: "uma pinhata nas festas, uma máquina com música (dispensador) para que eu possa tirar todos os dias"...e mais mil e uma ideias que, à medida que ela ia dizendo, me foi ajudando a completar a minha apresentação!
    No final, deitei-a, mas antes de adormecer a Madalena pediu-me uma goma, não aguentei e dei-lhe um doce! Não teve mais pesadelos, nem eu!

  • No tempo do fax

    Véspera de inauguração do Colombo. Naquela altura as correções e a aprovação de textos eram feitas via fax… O cliente assinalava no papel as alterações, reescrevia e devolvia por fax… Depois de várias versões dos textos para a inauguração, ao final do dia continuavam a chegar verdadeiros lençóis de papel com mais e mais alterações à versão, entretanto já aprovada. Houve alguém que não se conteve e desatou a pontapear os lençóis de papel com correções que se espalhavam pelo corredor do escritório no Areeiro, o que por segundos deixou atónita a nossa atual Diretora-Geral…

  • O carro do boss pifou

    Em 1997, fui a uma reunião na Figueira da Foz com o Luís Paixão Martins, depois de tudo ouvido e após um belo almoço regressámos a Lisboa. Tudo corria bem, apanhámos a A1 em Leiria e contávamos estar em Lisboa, Areeiro, onde era a LPM, cedo; mas de repente o Mercedes começa a falhar e acaba por parar. Lá veio um reboque que nos levou até Porto de Mós onde o carro ficaria em reparação e nós acabámos por chegar a Lisboa pelas 22h00. O carro seria reparado mas pouco tempo depois foi substituído por um outro…

  • A carrinha do leite

    Em pleno agosto, acompanhei um projeto de um cliente e as idas à vila de Sintra tornaram-se uma constante. Um dia uma das reportagens foi agendada da manhã para a tarde, e eu lá consegui organizar-me e levar o único carro disponível para ir num “instantinho” a Sintra. As minhas colegas “de ilha” brincaram comigo, a dizer que eu ia na apelidada “Carrinha do Leite”. Eu, sem saber o que isso era, lá fui até à garagem. Peguei na carrinha branca e lá fui feliz da vida. O pior começa quando chego a Sintra e percebo que lugares de estacionamento para esta carrinha são inexistentes, mas depois de muito suor e lágrimas lá a estacionei (não muito bem!). Quando a reportagem acabou apercebi-me de um certo alvoroço na zona e percebi que o BUS turístico não conseguia passar… E de quem era a culpa? Pois…”Minha” e da “Carrinha do Leite”. Levei uma reprimenda do Sr. Agente de Autoridade. Depois de toda a azáfama cheguei à LPM e jurei para mim mesma: Carrinha do Leite, nunca mais!

  • O batizado do príncipe

    Um dos projetos em que mais gostei de participar foi o batizado de S.A.R., o Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria. Aconteceu no dia 1 de Junho de 1996, em Braga, tinha eu os meus 30 e poucos anos. Não sei explicar o porquê, mas julgo que todo o peso histórico do apelido de família, o facto de dar início a uma nova geração de infantes da Casa de Bragança, ou porque gosto de contos sobre a realeza, posso dizer que foi um dos trabalhos que destaco destes meus 26 anos na LPM…

    Desde a promoção e acompanhamento de entrevistas, sessões fotográficas, acreditação de jornalistas nacionais e internacionais, organização do gabinete de imprensa e acompanhamento da cerimónia, este foi um período que vivi intensamente e que me deixou com a sensação de missão cumprida!

  • Males que vêm por bem

    Certo dia recebi uma chamada: "Precisamos da tua ajuda! Podes ir à Alemanha acompanhar dois jornalistas a um evento de música eletrónica patrocinado por um cliente da LPM?"
    Como negar um desafio destes?
    5h30 da manhã e lá estava eu, no aeroporto de Lisboa, à espera dos jornalistas. Partimos rumo a Londres, onde iríamos apanhar um voo privado, com direito a DJ, paragem rápida em Hamburgo e com Frankfurt como destino final. Correu tudo sobre rodas durante os 3 dias que ficámos na Alemanha, tudo a um ritmo bem intenso mas, também, bem divertido.
    A verdadeira história começa na viagem de regresso: o plano era apanhar um voo até Londres – como as reservas tinham sido feitas em separado, teríamos que apanhar as bagagens, correr para outro terminal e apanhar outro voo em direção a Lisboa. Tudo em menos de 2 horas! Pois que o primeiro voo sofre um atraso de 40 minutos. Um grupo de 7 pessoas corre velozmente pelo aeroporto de Heathrow na esperança (vã) de conseguir apanhar o voo. Resultado: um nariz na porta e uma noite em Londres! Uma correria que acabou por correr bem, pois passámos uma bela noite num belo hotel e com um grupo bem divertido.

  • Como assim em cima de um carro?

    Monsaraz, Alentejo. Lançamento de projetos Turísticos de Excelência. Brief recebido três dias antes da sessão. Montagem de tenda para sessão com o Primeiro-Ministro (150 pax). Visita técnica prévia e definição de todos os pormenores. A equipa da LPM chega ao local e recebo uma chamada: “Graça, não sabemos o que fazer, os senhores da tenda montaram a estrutura da tenda por cima de um carro. Não encontraram o proprietário.” Resultado: desmontaram a estrutura, os bombeiros tiraram o carro e, claro, a tenda lá se montou novamente…

  • O cliente tem sempre razão

    Evento de hipismo com as maiores socialites mundiais resguardadas na zona VIP. Indicações do cliente: “Jornalistas bem longe desta área”! Jornalistas: “Epá, ou vamos lá ou não estamos aqui a fazer nada!”. Tu insistes: “Sr. Presidente, não podemos mesmo considerar a entrada dos jornalistas por breves minutos? A resposta é clara: “Não!”. Arriscas a pele e entras com os jornalistas na zona interdita. Resultado: mancha mediática brutal e... cliente satisfeito! 

  • Eu só vinha para um estágio

    Dia 1 de abril e não era mentira. Dirigi-me ao 4.º andar do n.º 30, na Avenida João Crisóstomo (sim, a LPM ficava em pleno Saldanha nesse tempo). Ao transpor a porta da LPM dei início a um percurso profissional, com um estágio, na empresa à qual, orgulhosamente, ainda hoje pertenço. Já lá vai uma década. Aprendi e cresci como pessoa e profissional. Continuo a crescer e aprender, todos os dias. Nessa altura seríamos uma vintena de colegas, hoje ultrapassamos a centena. Mas o “ADN” da LPM mantém-se o mesmo: experiência, competência e influência.

  • Ir a uma reunião com o boss

    Nos meus primeiros três dias na LPM fui logo presenteada com uma apresentação a um cliente, com o Luís Paixão Martins. Reforço: com o Luís Paixão Martins. A bitola não podia estar mais alta. Como iria correr? Não nos conhecíamos. Não fazia a mínima ideia de como era o Luís Paixão Martins nas reuniões, pois era a primeira vez que iriamos estar juntos. Iríamos estar em sintonia? Iria correr bem? Resultado: Não podia ter corrido melhor. Sem termos falado antes, fizemos a apresentação em conjunto, como se trabalhássemos há anos. Nos timings certos, ora falava um, ora falava o outro. O cliente adorou a proposta e eu saí da reunião com menos 100kg nas costas e um orgulho imenso por fazer parte da equipa LPM.

  • A menina barbie está atrasada

    Exposição no Museu do Brinquedo, em Sintra, de bonecas Barbie vestidas por estilistas portugueses. O nosso cliente era a Mattel Portugal. Lançado o desafio aos estilistas, Ana Salazar, Anabela Baldaque, Augustus, Fátima Lopes, Katty Xiomara, José António Tenente, Nuno Gama, João Rolo, era necessário ir recolher as bonecas. Certo dia, lá vou eu até ao atelier do José António Tenente, no Bairro Alto, para ir buscar a boneca com o seu modelito. Assim que entro e me identifico, um dos assistentes do Tenente diz-me - “A menina Barbie está muito atrasada. Ainda está na Lúcia Piloto a terminar o penteado. Vai ter de esperar.”

  • Ouvir pela primeira vez

    Um dos momentos mais marcantes desde que entrei na LPM foi o dia em que acompanhei uma reportagem da TVI num Hospital, na qual assisti à primeira vez que uma criança de sete meses ouviu a voz da mãe. O bebé nasceu com surdez profunda bilateral e o Hospital realizou a primeira cirurgia de implante coclear bilateral simultâneo. Todos na sala ficaram com lágrimas nos olhos.